Preço da cirurgia de Mohs: quanto custa e o plano de saúde pode cobrir?
Preço da cirurgia de Mohs: quanto custa e o plano de saúde pode cobrir?
O preço da cirurgia de Mohs é uma dúvida frequente entre pacientes diagnosticados com câncer de pele que receberam indicação médica para o procedimento.
Antes de avaliar o custo do procedimento, é importante entender que a cirurgia micrográfica de Mohs consta no Rol da ANS e pode ser coberta pelo plano de saúde quando há indicação médica fundamentada.
O que é a cirurgia de Mohs e por que ela pode ter custo elevado?
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica especializada para o tratamento de determinados tipos de câncer de pele.
Durante o procedimento, o cirurgião retira camadas de tecido e analisa as margens em tempo real. Isso permite remover o tumor com precisão e preservar ao máximo o tecido saudável.
O custo da cirurgia de Mohs pode ser mais elevado do que uma excisão convencional porque envolve:
- treinamento específico do cirurgião;
- análise histológica em tempo real durante o procedimento;
- maior controle das margens cirúrgicas;
- tempo cirúrgico muitas vezes mais longo;
- possibilidade de reconstrução da área operada.
Quanto custa a cirurgia de Mohs?
O preço da cirurgia de Mohs varia conforme a cidade, a clínica ou hospital, a equipe médica, a localização e o tamanho da lesão, a complexidade do procedimento e a necessidade de reconstrução da área operada.
Por isso, não é possível indicar um valor fixo. O custo exato depende de avaliação e orçamento individualizado com o profissional que irá realizar o procedimento.
O importante é saber que, antes de pagar o procedimento de forma particular, é possível verificar se o plano de saúde tem obrigação de cobrir.
O plano de saúde deve cobrir a cirurgia de Mohs?
Sim. Em muitos casos, há fundamento para defender a cobertura da cirurgia de Mohs pelo plano de saúde, especialmente quando existe indicação médica e a doença tratada possui cobertura contratual.
A ANS informa que o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde é a lista de consultas, exames, cirurgias e tratamentos que os planos devem oferecer, conforme a segmentação contratada pelo beneficiário.
Como a cirurgia micrográfica de Mohs consta no Rol da ANS e possui codificação na TUSS, a negativa do plano pode ser abusiva quando houver indicação médica fundamentada.
Quando o plano de saúde pode negar a cirurgia de Mohs?
As negativas dos planos de saúde devem ser analisadas caso a caso, pois, na maioria das vezes, negar a cobertura da cirurgia que tem recomendação médica é um ato abusivo.
Na prática, algumas justificativas utilizadas pelos planos são:
- alegação de ausência de cobertura;
- divergência entre auditoria do plano e médico assistente;
- indicação de outro procedimento;
- ausência de prestador credenciado;
- exigência de documentos complementares;
- demora na autorização;
- negativa genérica ou padronizada.
Quando a negativa ignora a indicação médica, apresenta fundamento incorreto ou impede o acesso a procedimento previsto no Rol da ANS, ela pode ser questionada.
A negativa pode ser abusiva?
A negativa da cirurgia de Mohs pode ser abusiva quando há diagnóstico de câncer de pele, indicação médica fundamentada e ausência de justificativa técnica adequada para a recusa.
Isso pode acontecer, por exemplo, quando o plano afirma que o procedimento não tem cobertura, mesmo estando previsto no Rol da ANS, ou quando tenta substituir a técnica indicada sem avaliar as particularidades do caso.
Também pode haver discussão quando a operadora não disponibiliza profissional apto ou quando a demora na autorização compromete o tratamento.
E se o paciente optar por pagar a cirurgia particular?
Alguns pacientes, diante da negativa ou da demora do plano de saúde, acabam considerando custear a cirurgia de Mohs de forma particular.
Nesses casos, pode surgir a dúvida: é possível pedir reembolso depois?
A resposta depende da análise do contrato, da rede credenciada, da negativa apresentada, da urgência do caso e dos documentos médicos.
Em algumas situações, pode ser possível discutir o reembolso, especialmente quando houve negativa indevida, ausência de prestador disponível ou urgência comprovada.
Por isso, antes de pagar a cirurgia particular, é recomendável consultar um advogado para avaliar os riscos e as alternativas. Não se recomenda, em hipótese alguma, custear a cirurgia particular sem ter a negativa expressa do plano de saúde.
O que deve constar no relatório médico?
O relatório médico deve explicar por que a cirurgia de Mohs foi indicada naquele caso específico.
Sempre que possível, deve constar:
- diagnóstico;
- tipo de câncer de pele;
- localização da lesão;
- tamanho ou evolução da lesão;
- indicação expressa da cirurgia micrográfica de Mohs;
- justificativa técnica para a escolha do procedimento;
- riscos da não realização;
- eventual inadequação de técnica alternativa;
- urgência ou prazo recomendado.
Esse relatório é essencial para demonstrar que a cirurgia foi indicada por necessidade médica, e não por simples preferência do paciente.
Preço da cirurgia de Mohs em Belo Horizonte
O preço da cirurgia de Mohs em Belo Horizonte também pode variar conforme o hospital, a clínica, a equipe médica, a extensão da lesão e a complexidade do procedimento.
Para pacientes de Belo Horizonte e região metropolitana, é importante avaliar não apenas o valor particular do procedimento, mas também se o plano de saúde possui rede apta para realizar a cirurgia.
Se houver indicação médica e o plano não autorizar o procedimento ou não disponibilizar profissional habilitado em prazo adequado, a situação pode ser analisada juridicamente.
Quando consultar um advogado?
É recomendável consultar um advogado quando:
- o plano nega a cirurgia de Mohs;
- há demora excessiva na autorização;
- o plano não oferece prestador apto;
- o paciente está pensando em pagar particular;
- há dúvida sobre reembolso;
- a negativa parece genérica ou incorreta;
- existe urgência médica para a realização do procedimento.
A consulta jurídica permite avaliar o contrato, a negativa, o relatório médico, os protocolos e a possibilidade de questionar a conduta do plano.
Conclusão
O preço da cirurgia de Mohs pode variar conforme a cidade, a clínica, a equipe médica, a localização da lesão e a complexidade do caso.
No entanto, antes de considerar apenas o pagamento particular, é importante saber que a cirurgia micrográfica de Mohs consta no Rol da ANS e pode ser coberta pelo plano de saúde quando há indicação médica fundamentada.
Se o plano negar a cirurgia, demorar a autorizar ou não disponibilizar prestador apto, a negativa pode ser questionada.
Diante dessa situação, o paciente deve reunir os documentos médicos, solicitar a negativa por escrito e consultar um advogado para avaliar as medidas cabíveis.
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